Terça-feira, 29 de Maio de 2012

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Numa pilha de nervos.

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Mais uma recém-licenciada

Lembro-me de tudo perfeitamente. Foi no dia 14 de Setembro de 2009 que entrei na Faculdade de Letras de Lisboa. Dirigi-me ao anfiteatro I para a apresentação do meu curso. Não estava muita gente, por mais estranho que pareça. Mas ele encontrava-se lá. Começámos a falar logo no primeiro dia. E, desde aí, que nunca mais parámos. Tem sido o meu melhor amigo, acima de tudo. Entretanto, muita coisa aconteceu desde aí. Posso dizer que sim, adorei o meu curso. Adorei as aulas. Claro que tive algumas cadeiras chatas, alguns professores chatos e incompetentes, mas aprendi muito. Antes de vir para aqui, não sabia o que era Linguística, não sabia o que era transcrição fonética, não sabia falar uma palavra de Alemão. Sim, adorei mesmo o meu curso. Adoro a biblioteca. Às vezes custava ter de estudar tantas horas, mas das instalações não me posso mesmo queixar. É moderno, acolhedor à sua maneira, e espaçosa. 

O que nunca gostei foi das praxes. Três anos depois e ainda não percebi o significado daquilo. O traje é uma coisa. Mas ver os alunos mais velhos a gritar com os caloiros e a humilhá-los... nunca percebi como é que chamam a isso "dar as boas-vindas". E, se formos a ver, esta "tradição" nem sequer existe noutros países. Lá, existe apenas uma festa de boas-vindas aos caloiros, uma visita guiada pela faculdade e pouco mais. Nunca ninguém morreu por ir para a Faculdade, como em Coimbra. Sinceramente, não sei quem é mais idiota: o veterano que se julga o maior a beber cerveja as 10 da manhã ou o caloiros que se sujeitam a usar um penico na cabeça e a andar todo sujo - sim, porque na minha Faculdade pode-se, de facto, dizer: "Não quero ser praxado. Obrigado" sem se levar um tiro na cabeça. E o pior é que é praxes todo o ano. É em Setembro, em Janeiro, em Abril. E duram, no mínimo, um mês. Vai-se lá perceber. 

O que não gostei também e continuo a não gostar é do famoso Processo de Bolonha. Vamos lá ver uma coisa. Três anos de licenciatura serve para quê, exactamente?  É mais que óbvio que não estou preparada para o mercado de trabalho. Sinto que ainda agora comecei a tirar o curso e já me mandaram embora. Já me chamam de licenciada. Há três anos, quando ia ao site da faculdade podia ignorar aquele link "Inscrições 2º ciclo". Agora tenho de lhe prestar a máxima atenção. Chama-se mestrado. Se me sinto preparada? Não. Na verdade, cada vez que penso nisso, sinto um nó na garganta e fico com os olhos marejados de lágrimas. Porquê? Estão a ver quando os adultos vos diziam sempre: "Aproveita a Faculdade, vão ser os melhores anos da tua vida?" Na altura, não percebia. Não percebia o verdadeiro significado dessas palavras. Não percebia porque é que ficavam com um sorriso e um brilhozinho nos olhos. Agora percebo. Porque são, de facto, os melhores anos. Foram os anos mais tranquilos da minha vida. Claro que também tive dias maus, péssimos mas, de uma maneira geral, correu bem. E se pensam que fui a todas as festas e às praxes para conhecer pessoas, estão enganados. Eu não trajei, não fui praxada, não fui a nenhuma festa da faculdade - digamos que o cenário de, no dia seguinte, haver copos de cerveja, beatas de cigarro e até preservativos usados não combina lá muito comigo- e conheci imensa gente. Na verdade, mais do que aquilo que queria. 

Agora é andar com os nervos à flor da pele. É que não tenho a mínima ideia do que o futuro me reserva. 

É sexta-feira


E aqui a je está à espera que os seus pimpolhos - também conhecidos por Metallica -  subam ao palco com a RFM. Deprimente? Um pouco. Claro que o ideal seria estar no parque de Bela Vista no Rock in Rio, mas o resto do cartaz não me atraiu muito. 

Bom fim-de-semana!

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

Ai, Shonda!

Que vontade tenho eu de te apertar o pescoço, Shonda Rhimes. Então achas bem ter acabado a 5ª temporada daquela forma? Enfim. Mas lá que a Caterine Scorsone esteve fabulosa, lá isso esteve. Agora é esperar até outubro. E só aí é que volto a ver o meu querido Jake.

Fim-de-semana

Não sei como sobrevivi nesta semana, mas pronto, aqui estou eu. Nem acredito que amanhã é mesmo Sábado.

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

A endoidecer

Faltam apenas duas semanas para acabarem as aulas. No entanto, tenho tanto para fazer que nem sei como isso é possível. Desde testes, orais até aos trabalhos para entregar. Estou a ficar maluca. Tão maluca que às 23h de uma sexta-feira estava aqui a je a ver coisas para a Faculdade. E o fim-de-semana? Vai ser a doer. Por um lado, até me sinto aliviada por manter a cabeça ocupada com isto... é porque, quando eu puder finalmente respirar, quando eu puder relaxar e fazer as coisas que gosto... significa que já sou licenciada. E confesso que isso é assustador. Muito mesmo. 

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

Porra!

Andar o dia todo com os pés molhados e gelados é das piores sensações do mundo. O dia de hoje foi passado assim. Como se não bastasse, o guarda-chuva resolveu partir-se a meio do dia. Fantástico, não ? E só de pensar que estamos em Maio, até mete nojo. Quando cheguei a casa, e tirei as meias, nem queria acreditar. Nem imaginam a sensação de alívio.

Foi um dia para esquecer. Mesmo. 

Feira do livro

Vi no jornal que a Isabel Stilwell ia estar na Feira do Livro no Sabádo. Eu, que sou mais que fã da senhora e que já li todos os seus romances históricos, tinha de lá estar. Como até estava bom tempo, lá fui. E que grande erro! A feira estava cheia. Tão cheia que até levava encontrões. Tão cheia que só via adultos e crianças por toda a parte. Ver os livros? Está bem está. Quando finalmente cheguei à bancada da Isabel Stilwell, deparei-me com uma fila enorme de gente. "Não, não vou ficar aqui". Então resolvi ir às farturas. De mãos a abanar é que não ficava. Sim, eu sei que as farturas fazem muito mal, que é só farinha frita com muito açúcar, mas... sabe bem para caraças. E eu não como todos os dias. Então lá fui. Mais uma vez, uma fila enorme. A sorte é que aquela não era única casa de farturas. Tive que subir a rua toda, para conseguir uma maldita fartura - estive quase para desistir. E, pronto, assim foi. Sem autógrafo, mas de estômago cheio. 

Feira do Livro? Agora só mesmo para o ano. Porque este foi, sem dúvida, para esquecer. 

Sexta-feira, 4 de Maio de 2012

Fim-de-semana


Finalmente ele chegou. E aqui vos deixo uma música que não me sai da cabeça. Daqui a uns meses já ninguém se lembra dela, mas até que ficou engraçada.* Bom fim-de-semana. 


"What doesn't kill you makes you stronger, stronger
Just me, myself and I
What doesn't kill you makes you stronger
Stand a little taller
 Doesn't mean I'm lonely when I'm alone"



*Não se preocupem, daqui a nada já atino e volto para o metal :-)

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Villette

Que adoro a escrita das irmãs Brönte, não é segredo para ninguém. Descobri há uma semana esta relíquia na biblioteca da minha Faculdade. Depois de Jane Eyre, a Charlotte Brönte volta-me a supreender com este livro. Obviamente que adorei. Durante uma semana, partilhei e senti os mesmos medos e angústias de Lucy Snowe. Passei o livro todo a odiar uma personagem e, no fim, tive uma surpresa agradável com ela. Adorei. O próximo já cá canta: As aventuras de Tom Sawyer, do Mark Twain.